14 de junho de 2018 às 04:00

Existe película de proteção para celular com tela curva ou infinita?

As marcas dizem que os celulares estão cada vez mais resistentes, mas quem aí tem coragem de sair com um top de linha sem proteção? Com o surgimento de cada vez mais aparelhos com telas infinitas e bordas curvas, surge a dúvida: tem como proteger?

Crédito:Getty Images/iStockphoto

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Quem não tem medo de usar o celular sem proteção?

As marcas dizem que os celulares estão cada vez mais resistentes, mas quem aí tem coragem de sair com um top de linha sem proteção? Com o surgimento de cada vez mais aparelhos com telas infinitas e bordas curvas, surge a dúvida: tem como proteger?

A boa notícia é que, sim, existem películas e capinhas para os modelos de design inovador.

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A Samsung, por exemplo, trabalha com películas de silicone que, segundo a marca, não interferem no desempenho da tela curva. O acessório para os smartphones da linha Galaxy S custa R$ 49 no site oficial.

Além disso, a empresa também comercializa capinhas protetoras de diferentes tipos e materiais, que prometem não prejudicar a usabilidade do celular. Em uma busca rápida, encontramos modelos por R$ 139, R$ 149, R$ 199, todos vendidos oficialmente pela marca.

No caso do iPhone X, a Apple trabalha com algumas opções, como película antirreflexo, outra mais voltada para evitar riscos e uma terceira contra impacto. Os preços variam de R$ 149 a R$ 299. Sim, R$ 300 por uma película.

As capas também prometem não interferir no funcionamento da tela, e os preços variam bastante. As mais comuns são feitas de couro ou silicone. No site da Apple, uma capa de silicone custa a partir de R$ 279.

Para o LG Q6 Plus, o celular com tela infinita da LG, você pode comprar uma película da empresa Voya, que tem autorização para vendê-las. Os valores giram entre R$ 29,90 e R$ 59,90. Já as capas custam de R$ 39,90 a R$ 149,90. 

Como deu para notar, as películas custam caro. E aí retomamos a questão: as empresas criam celulares cada vez mais bonitos, modernos, com telas curvas, infinitas, mas por que não fazem telas mais resistentes?

O celular estava na quina da mesa do trabalho, imóvel. Foi só receber uma ligação e advinha? Foi andando sozinho e caiu no chão. O resultado foi uma tela rachada e uma grande "dor" no bolso. Segundo os especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia, a solução para o problema acima é uma película protetora. Não tem jeito.

E, se quiser ainda mais segurança, invista em capinhas também.

Embora as fabricantes digam que fazem telas resistentes em alguns de seus modelos, ainda não chegamos ao ponto de ter uma tela feita de material indestrutível.

"As películas funcionam como uma espécie de blindagem transparente", diz o professor Guilherme Wolf Lebrão, do curso de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia:

Todos os celulares são projetados pelos fabricantes para resistir a queda, só que não existe material inquebrável

A professora Adriana Martinelli Catelli de Souza, coordenadora do curso de engenharia de materiais do Centro Universitário FEI, explica que as telas são formadas por diversos elementos eletrônicos e óticos recobertos por uma placa de vidro temperado, que passou por tratamento específico para aumentar a resistência. 

Além disso, é preciso garantir um display sensível ao toque. Por isso, a criação de uma tela indestrutível que mantenha tudo isso funcionando é um desafio tecnológico no momento. Existem pesquisas sendo feitas para melhorar a resistência das telas, mas ainda é algo para o futuro, diz Souza.

A resposta para esta pergunta é: depende de como você usa o seu smartphone.

Segundo os especialistas, as películas mais comuns são as de acrílico, gel, silicone, PET, TPU e vidro.

As de acrílico, gel e/ou silicone são as mais vendidas, por serem as mais baratas. Elas são boas para absorver o impacto, mas com o tempo podem prejudicar a sensibilidade ao toque da tela, deixando a resposta mais lenta.

A PET geralmente é mais fina e flexível, além de não ser tão cara. Ela é boa para evitar riscos e não altera o design do celular. Por outro lado, não resiste tanto a impactos e se desgasta mais rápido, ou seja, você vai precisar trocá-la mais vezes.

Já a película de TPU é feita com um gel flexível reforçado e tem boa absorção de impacto. Por isso, ela é interessante para quem é muito desastrado. A parte ruim é que ela é menos resistente a riscos e também precisa ser substituída com maior frequência.

A de vidro é mais cara, mas é a que melhor protege o seu celular. Ela funciona como uma segunda tela no celular e absorve o impacto em caso de quedas. O professor Lebrão afirma que o vidro possui uma dureza "10 vezes maior que a dos plásticos".

As informações do material geralmente aparecem na descrição do produto nos sites ou na embalagem.

Além da escolha do material, é preciso pensar bem se você vai investir em uma película genérica (e mais barata) ou em uma autorizada pela marca do seu celular.

Junior Gromoski, técnico especialista da assistência técnica Suporte Smart, afirma que a maioria das pessoas opta por pagar menos. Mas é importante saber que elas não possuem qualquer certificado ou homologação das fabricantes.

Por conta disso, a dica dada por ele é desconfiar de películas muito baratas ou que promete milagres. Em alguns casos, o material pode não proteger o celular como deve.

Outra dica é que a película deve proteger toda a tela, inclusive as extremidades do celular. Para os modelos de tela curva, o acessório feito de vidro tem maior poder de proteger a tela toda, segundo o técnico.

Fonte: UOL

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